Do Pantanal ao Samba: a voz de Lara Nunes no RDN Art
Há histórias que começam como melodia: simples, sinceras e marcadas por afetos. A trajetória de Lara Nunes é assim. Nascida em Corumbá, no coração do Pantanal, Lara encontrou no samba um caminho de identidade, estudo e expressão – uma herança afetiva que atravessa família, território e memória cultural.
“Eu sempre tive a influência do samba na minha vida, não só pela influência do Rio de Janeiro na nossa cidade, mas também pela família.”
Cantar chegou cedo. E ficou.
Lara conta que a música a acompanha desde a infância:
“Eu sou Lara Nunes, canto desde os meus dez anos de idade.”
Essa relação com o canto cresceu como quem cultiva, com cuidado e presença. Porque, para ela, música não é apenas talento: é caminho de estudo, de curiosidade, de mergulho em quem somos.
“Acho que a música faz parte, e estudá-la, muito mais.”
Raízes que viram repertório
Nascida “bem longe”, como ela mesma diz, em Corumbá, Lara carrega no timbre e nas escolhas artísticas uma costura de pertencimentos: o Pantanal, o diálogo com o Rio de Janeiro, o samba como linguagem de afeto e de história. Esse encontro entre território e expressão artística se transforma em repertório vivo, que ganha força quando o estudo entra em cena.
Estudar música é cuidar de si
No RDN Art, a gente acredita que estudar é um gesto de cuidado – com a técnica, com o corpo e com a própria trajetória. Lara reforça esse olhar com conselhos práticos e potentes para quem está começando (ou recomeçando) no canto:
“Você conhecer o que você gosta de cantar, o estilo da música, a história do autor, do compositor ou do intérprete.”
Conhecer a história por trás da canção amplia o sentido do que se canta. Ajuda na interpretação, afina as escolhas e dá contexto. E, junto disso, vem o cuidado com o instrumento – o corpo:
“Estudar, fazer exercícios para cuidar da corda vocal, e seguir.”
Respiração, aquecimento, desaquecimento, hidratação: hábitos que protegem a voz e sustentam a evolução técnica. Quando a aprendizagem é contínua e atenta, o canto floresce com mais autonomia e segurança.
Quando a arte encontra um ambiente acolhedor
No Colégio Rodin, o RDN Art nasce para ser esse espaço: afetivo, criativo e com ensino forte. A música, o teatro e as artes visuais ganham lugar de destaque não só como performance, mas como experiência de formação integral. É um convite ao prazer do conhecimento, ao respeito às diferenças e ao desenvolvimento de competências humanas – escuta, disciplina, colaboração, sensibilidade.
Aqui, professores são valorizados como mediadores fundamentais dessa jornada. E cada estudante é olhado em sua singularidade, para que encontre a própria voz – no palco, na sala de aula, na vida.
Aprendizados que ficam
- Música é afeto e é estudo: sentir e pesquisar caminham juntos.
- Cuidado com a voz é cuidado com o corpo: técnica, rotina e saúde vocal importam.
- Contexto enriquece a interpretação: conhecer o estilo, o autor e a história de cada canção dá sentido ao que se canta.
- Ambientes acolhedores potencializam talentos: quando o estudante se sente visto, ele cria com mais confiança.
No fim, o que Lara nos lembra é simples e essencial: estudar música é um jeito bonito de cuidar de quem a gente é. E quando isso acontece em um lugar que acolhe e inspira, a arte vira ponte. Entre passado e futuro, entre família e mundo, entre voz e silêncio – a gente segue.
“Cuidar da corda vocal, e seguir.”